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Hero factory Brazil – História do mangá parte 4

 

Por Irlayne Silveira
Sábado, 13 de Fevereiro de 2015 – 14h04

Tema : História do mangá partes 4

 

Fonte: www.deagostiniedicola.it
figura -21“ataque surpresa”. Nestas páginas de” Hokusai mangá” , guardas sendo atacados por bombas de fumaça, é possível notar a semelhança com os mangás atuais.

Fonte:www.artoftheprint.com 20/05/2007

Acima,“suberi”(figura-22), grupo de monges guerreiros saltando um barranco. Exemplo de cenas de ação em “hokusai manga”.Fonte: www.artoftheprint.com 20/05/2007

Outra variação do Ukyô-ê foi o Shunga (pinturas da primavera), como os quadrinhos eróticos de hoje, os shunga apresentavam homens , mulheres, em relações sexuais, em diversas posições. Hoje em dia os mangás também tem uma vertente erótica conhecido como “hentai”.Em 1702, Shumboko Ooka criou um livro de cartuns chamado “toba-ê Sankukushi”, publicado em Osaka, que se tornou muito popular, tendo sido muito vendido. Segundo os estudiosos japoneses, Toba-ê pode ser considerado o livro de cartum mais antigo do mundo, entretanto, não havia , obviamente, a presença de balões de texto, nem de quadrinhos. Isto só foi possível posteriormente, com a influência da cultura ocidental. Após o período Edo, o Japão restabelece o contato com outros países, abrindo os portos à navegação internacional. Isto possibilitou a entrada de vários livros, jornais e revistas estrangeiras. As classes dominantes absorviam bem tudo o que era novidade do estrangeiro. 1.3 O mangá moderno Os primeiros cartuns nos moldes europeus foram introduzidos no Japão pelo inglês Charles Wirgman (1935-1891) e pelo francês George Bigot(1860-1927). Chegou ao Japão em 1959 e em 1962, editou uma revista de humor chamada “japan punch”, introduzindo os japoneses na charge política. Os japoneses ficaram tão fascinados com a novidade , que editaram uma versão traduzida da revista japan punch.

Japan-punch .fonte: www.yurindo.co.jp 20/05/2007

Wirgman é considerado o patrono da charge moderna no Japão, sendo que até hoje é realizado uma homenagem em seu túmulo em yokohama. Wirgman utilizava balões, enquanto Bigot utilizava quadrinhos para criar um padrão narrativo.Em 1877, foi criada a primeira revista humorística japonesa ilustrada, “Marumaru Shimbum”, com a duração de 30 anos, seus desenhos apresentavam grande influencia européia.No final do séc XIX, os desenhistas japoneses começaram a seguir influências dos chargistas norte-americanos. Rakuten Kitazawa(1876-1955) criou os primeiros quadrinhos seriados com personagens regulares no Japão, e esforçou-se para o uso do termo manga para designar os quadrinhos que eram feitos no Japão. Kitazawa foi muito influenciado pela revista japan punch, de Wirgman e iniciou sua carreira no semanário “box of curious”.Em 1902, trabalhou para o “jiji shimpo”, de Yukichi FUkuzawa; de quem aprendeu as técnicas ocidentais da arte dos comics. A primeira história em quadrinhos seriada que criou se chamava “togosaky to mokube no Tokyo Kembutsu(togosaku e marubê passeando em Tóquio). Era publicada num semanário dominical colorido, “jiji manga”, bem ao etilo dos que eram publicados nos Estados Unidos naquela época. Porém, ainda não haviam balões nestas histórias em quadrinhos.

Jiji manga .fonte: www.city.saitama.jp 20/05/2007

figura-14 “beldades em luta de braço” ,do artista Utamaro Kitagawa. Mulheres mundanas , artistas e beldades famosas(figura-17) eram temas freqüentes no Ukyo-ê. Abaixo “Ator em cena” (fig15).Posteriormente, temas como paisagens e animais(fig17) também passaram a ser retratados.

Figura 15,16,17

Fonte das imagens: http://www.deagostiniedicola.it/ARTICOLI/collezionismo/mostra_ukiyoe/index.html 20/05/2007

ppei Okamoto(1881-1948), colega de Kitazawa, criou um estilo próprio, muito semelhante ao “Ukyo-e”, desenhado á pincel. Okamoto trabalhou muitos anos para o jornal Asahi desenhando charges e cartuns de cunho social. . Neste período, não só o cartum, mas toda a sociedade japonesa absorvia a cultura estrangeira, como parte de um processo de modernização do país.Para eles, modernização era sinônimo de ocidentalização. No entanto, com o tempo esse formato dos comics americanos foram se mesclando à cultura japonesa, ganhando um caráter mais autêntico. Os editores japoneses perceberam que os quadrinhos exerciam um grande impacto no aumento das vendas dos jornais, percebeu-se também que o publico já havia se habituado com os quadrinhos como parte do seu dia-a-dia. 1.4-OS PRIMEIROS MANGÁS INFANTIS Tudo o que se havia feito de quadrinhos no Japão tinha sido destinado ao publico adulto. Em 1923 , o desenhista Katsuichi Kabashima em parceria com o roteirista Shosei Oda, fizeram a primeira história em quadrinho infantil japonesa, Sho-chan no Boken(as aventuras do pequeno Sho), que estreou no jornal Asahi graph. A história contava as aventuras de um menino e um esquilo, que ao salvarem uma princesa de um monstro, acabam entrando com ela num país subterrâneo, visitando lugares fantásticos. As aventuras do herói-mirim Sho fizeram tanto sucesso que o gorro de lã utilizado pelo personagem é até hoje chamado de “sho-chan_bo”( o gorro de sho-chan). O desenhista Shigeo Miyao também figurou entre os pioneiros em quadrinhos infantis infantis no Japão.No ano de 1924, criou Dango Kushisuke Man`yuki, uma comédia em torno de um samurai, que posteriormente se tornou um best-seller com mais de cem impressões em dez anos.Em 1927, com o início da era showa, o novo imperador, Hiroito, chega ao poder. Seu governo começou com a depressão mundial e o fortalecimento do facismo militar no Japão. Os quadrinhos japoneses sofreram as influencias destes tempos, assim como os quadrinhos do ocidente. Os autores de manga passaram a criar histórias com características bastante cômicas e otimistas com o intuito de transmitir um pouco de alivio. Suihoi Tagawa criou um personagem que fez muito sucesso entre as crianças japonesas nessa época, Norakuro, um cãozinho órfão que resolveu ingressar no exército imperial, mas não conseguia ser bem sucedido em nenhuma das tarefas em que era designado, recebendo sempre críticas de seus superiores. O personagem despertava tanto a atenção das crianças, que sempre que o cãozinho era repreendido nas histórias, a editora recebia muitas cartas os leitores para encorajar e consolar o personagem. Diz se que boa parte dos desenhistas de mangá atuais leu e esta história quando crianças e o fato os ajudaram a decidir pela sua vocação para o mangá.

Figura-:páginas de norakuro Fonte: www.lambiek.net 22/05/2007 O surgimento dos quadrinhos infantis dos anos 30 definiram o modelo de produção de mangás segmentado de acordo com a faixa etária e o sexo do leitor, praticado de maneira mais ampla, hoje no Japão. 1.5-OS QUADRINHOS JAPONESES DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Em 1939, com o início da segunda guerra, os países aliados e os do eixo iniciaram não só a mobilização de seus exércitos, mas também teve início uma guerra ideológica, onde a propaganda teve um importante papel. Um dos veículos que foram amplamente utilizados foram os quadrinhos, sendo o exemplo mais expoente desta tendência o personagem Capitão América, cujo uniforme e o escudo representam a própria bandeira norte-americana. No Japão, também os produtores de quadrinhos tiveram que se engajar no esforço de guerra. Os que não cooperavam, eram punidos, proibidos de exercer sua função e mantidos no ostracismo. Os que voltavam atrás eram recompensados com programas de reabilitação e apoiados pela comunidade. Os espaços nos jornais japoneses tinham pouco espaço para os quadrinhos nesse período, quase caindo no desaparecimento, os artistas que não haviam sido banidos do trabalho se encontravam trabalhando em três áreas: (1) produzindo quadrinhos de cunho familiar, que eram aparentemente neutros aos acontecimentos, mas que tinham a função de promover uma solidariedade nacional; (2) desenhando painéis e ilustrações que difamavam o inimigo nas revistas ou outro meio de comunicação; (3) trabalhando diretamente para o gorverno ou serviço militar, criando propaganda a ser usada contra as tropas de oposição.

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